Noites de primaveras sufocantesFeitas de pranto;
Seiva de morte corre nas veias
Dos anjos murmúrios de um canto
Pranto das minhas dores ou dores alheias.
Sussurrar das ondas ou canto das sereias.
Não ter com quem falar
Ficar perplexa perante um único olhar.
Será sonho, visão, será amar.
Coração a tremer entre as mãos
Mente a transbordar pensamentos vãos.
Insónias, sonhos acordados
Loucura momentânea que arrasto na minha alma.
Até ao último dos meus dias
De minhas noites.





