segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Não sou....

Não sou árvore, sou rebento
Não sou tempestade sou vento.

Sou brisa sobre o mar
Não sou rochedo, sou grão de areia que se deixa levar.


Não sou sol, sou estrela
Ou parte da luz que recebo dela.

Não sou rio, sou afluente
Mas existo, sou gente.

Sou o melhor daquilo que sou
Vou para onde penso querer ir
Mas finge que não ouves se quiseres falar
Aquilo que eu não quero ouvir.

As palavras


São caixinhas de segredos as palavras
Que brotam livremente com o movimento dos meus dedos,
São pássaros, livres,
São gotas de orvalho.

Guerreiras da paz umas
Outras respiram a morte
Outras a vida.

Novelos que desfio lentamente
Nunca de forma clara ou concisa.

DEpósito de lágrimas e alegrias
Cúmplices de meus desvaneios.

Marcas gravadas no papel, Imortais
Como imortal não sou,
Entrego-me a vós, eternas detentoras do saber.